Majal-San (post.)

Visualização de número:

Encontre / Find

" Viva a Poesia! "

segunda-feira, 18 de julho de 2011

SEXO DÉGRADÉ


Já andei muito! – curtos percursos.
Já provei muito! – longos dissabores.
Já galguei muito! – degradantes degraus.

Por diversas vezes confundi os sentidos,
e assim tudo ficou sem... mas, zen...
e eu dizia: vem!

E mais distantes aparentavam os desejos,
mais concisos os deslizes,
mais explícito o proibido...

Enrubesci tempestades às margens de minhas pálpebras,
Salivei diante da polpa fria, congelada – indiferente...
Mas, um uivo desvairado orvalhou no rosado da tua face...
E de súbito uma fome voraz da nossa sinestesia
devora o que poderia ser um belo sentimento.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

VERIFICAÇÃO

Tua voz de criança me chamando,
Tua voz me chamando de criança.

A carícias tu me deixas excitado;
Não mais acaricias, - tu me deixas.

És a “polícia” quando saio da linha;
Quando caio em deslizes me policias.

Os teus olhos no momento querem "ver-me",
Os meus serão destruidos pelo verme.

Mas antes que a morte se faça presente,
O teu presente será sempre o meu amor.





T R A N S F O R M A Ç Ã O

A voracidade
Dos meus instintos poéticos
Deixa-me “fraquinho”
Como uma criança inculta.
Mas, diante da minuciosidade
Dos teus olhos
Eu me transformo
No mais forte Titã.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

ALGUMAS PALAVRAS ENTRELACEI




As pedras!
Algumas chutei...
Com algumas me machuquei – machucam!

Escadas!
Degraus – alguns galguei...
Em alguns tropecei – dói!

Tapete!
Debaixo de alguns escondi...
Alguns a sujeira não conseguiram esconder
                                                 – eles voam!

Estrada!
Percorri algumas...
Tantas estreitas – elas espremem!

Leito!
Em alguns repousei...
De alguns eu cai – eles derrubam!

Casa!
Em algumas morei, vivi, casei...
De algumas escapei, fugi – elas permitem!

Companheiro!
Com alguns convivi, convivo, continuarei...
Com alguns estive, estou, estarei
       – eles me aguentam!

Poesia!
Aqui sempre estará...

APETITE


A madrugada me tranca.
A esferográfica me solta.
O meu sangue estanca
e nada te traz de volta.

Ah! Quem dera deslizar
na neve da tua pele...
Pendurar-me no negro
dos teus cabelos...
Aquecer-me no perfume
da tua temperatura...
 


domingo, 10 de julho de 2011

Vodka

A vodca invade meu resto de fígado,
E meu cérebro torna-se infantil.
E agindo feito sonho de criança
Cometo um erro totalmente imbecil.

Relembro casos impossíveis,
E desejo novamente explodir,
Explodir num expresso orgasmo,
E ser criticado sem poder reagir.

A vodca alivia o meu frio
Quando encontro com a solidão;
A vodca, o papel e eu somos um trio.

E esse trio traz o verão
Num triste e intenso inverno
Onde sempre a resposta é o não.

                   

sábado, 2 de julho de 2011

FATOS INESQUECÍVEIS

Eu estava pronto para esquecer...
O conflito no Golfo,
Os marginais fardados,
Os jovens viciados,
A burguesia e o mendigo,
A pouca vergonha política,
O menor faminto,
A hiper inflação,
O pavor na cidade,
A violência à mulher,
A ação de um eleito corrupto,
A destruição da natureza,
A promessa de melhora,
A velocidade e os desastres,
A dose de um bêbado revoltado,
O descontrole de um poeta,
A lágrima de um apaixonado,
A nota do teu violão desafinado,
A letra da minha poesia irritante,
Etc.
Mas lembrei onde vivo,
Em que país...
Em que continente...
Lembrei que vivo num planeta chamado TERRA,
Lembrei que sou humano,
Lembrei que sou um mísero humano.

                            

quinta-feira, 23 de junho de 2011

ÍMPETOS


Rendido aos teus atos eu rabisquei
Gritos e ímpetos no papel eu joguei
Vulnerabilizei o titã que vive em mim
Ignorei consequências drásticas e vim
Aqui estou aos teus pés “azuadoo”.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

INERTE



Procuro o solo para pisar...
Tento sobreviver!
Tento respirar.
Oxigênio não há!
Quero ver a linda paisagem.
Meus olhos se fecharam!
Desejo te beijar.
Meus lábios colaram!
Sinto vontade de te abraçar.
Meus braços paralisaram!
Preciso sentar...
Tento ficar de pé.
Continuo deitado!
Quero te ouvir.
Meus tímpanos explodiram!
Quero chorar...
Onde estão as lágrimas?
Quero escrever...
Não consigo pensar!
Quero te aquecer...
Estou totalmente frio!
Sei que pedes a minha voz,
Não consegues ouvir!
Não posso falar!
Pois, já parti.
Estou morto!

        

RESSURGIMENTO


A loira voltou, molhou;
A branca tocou, secou;
O regresso, o inverso.
O som toca, excita;
A lembrança marca, molha;
O presente, o sempre.

A fumaça flutua, é tua;
A madrugada chega, é nossa;
O futuro, o escuro.
As horas não esperam, passam;
O momento é único, jamais;
E o meu desejo, teu beijo.

A fumaça incomoda, não é tua?
Não é minha, mas flutua;
A poesia ressurge, é nossa.

terça-feira, 31 de maio de 2011

CAMALEÃO

                 
                                                                                                               
Camuflagens teóricas
Martelam meus tímpanos,
Atingem o martelo,
Rasgam de um lado a outro
E nada fica...

“Discípulos”,
Bofetes,
Bofetadas no pé-duvido.
E nada fica...

De repente:
Freis,
Freires,
Betos,
Boffs...
De repente.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

"NOVAMANTE"

Sai de mim tentação
Escorre em minhas lágrimas
Esquece minha mente e meu coração

Sai de mim de imediato
Não suporto essas lástimas
Esse sofrimento que é fato

Sai de mim maldição
Escorre em meu excremento
Esquece apelo e atenção

Sai de mim neste instante
Não suporto esse tormento
Eu quero a vida como amante.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

POIS SIM


Íntimo, intimidade não tem segredo.

Válido, validade não deteriorada.

Imaginação, imaginário tão real.

Não, negativa, negação tão afirmativa.

Assim, após o “pois não” entras em minh'alma.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

UM ESPELHO INTEIRO

A solidão de um poeta
Torna-o louco e são
Tão são, tão louco
E tão poeta eu sou

Um poeta na multidão
Torna-se comum e estranho
Tão estranho, tão comum
E tão poeta eu sou

A multidão vista por um poeta
É louca, sã, comum e estranha
Isso é o meu espelho espedaçado

A solidão vista por um poeta
É instante: reflexo em reflexão tacanha
Isso é o seu espelho quebrado.

AGAIN

Repeat in low voice...
Awake to my feeling,
Quietly, let me out of breath.
Understand my appeal!
Emit your voice in my ear.
Let me cry for joy – call me.