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A
Poesia cutuca sua imaginação, ele viaja. “Não catuque a ferida!” Não insista.
Ela pensa, não viaja. A imaginação é a ferida, ele não quer que sare. Não quer
a cura. Ela já o penetrou, alastrou, infestou seu velho peito. Ela é a viagem.
Quando no sonho perambula em sua mente, sua visão, Ela, só Ela decide o início
e o fim. O fim que geralmente vem de súbito, duro, amargo – indesejável.
Escrever,
para ele, é o antídoto e o ópio. Para ela, o veneno.


