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" Viva a Poesia! "
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Uma noite pra nós dois

   

Quero acordar do teu lado,
Levemente tocar tuas mãos,
Beijar teu ombro nu,
Com carinho apertar teu queixo.

Quero deitar do teu lado
E sem sono acariciar tuas tetas,
Colocar-me entre tuas coxas,
Com amor beijar tua orelha.

Quero acordar do teu lado,
Olhar o teu olhar convidativo
E recomeçar nossas carícias.

Quero deitar do teu lado,
Pacientemente receber teus afagos
E dormir, se for possível.

           

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Erótico







Ah! Como eu te quero...
Nua em meus braços,
Braços ansiosos.
Quente em minhas mãos,
Mãos viajantes.
Recostada em meu peito,
Tua boca em meu peito colada.
Enroscada em meu corpo,
Teus seios roçando meus pelos.
E de repente um beijo...
E num balé quase clássico das línguas
Chegarmos ao êxtase.
Ah! Como eu te quero...



quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Sentido





Há no ar libidinoso
O que não há ali
Ali o maldito
Mas aqui a libido há
Não tão bem falada
Que também criticada
Por cada bendito
Que bem dito é libidinoso
Porque o sentido é mau dito
De repente, tu com teus gestos,
Em cismas, em sina, ensinas
Como valer o ato do tato
Então vai ler o que designa
O que ouves, o que ouço,
O que houve, o que é nosso,
O que há no ócio do ofício...
É fácil, é difícil
E no tato, no ato és apto,
És guloso, mas formoso
És guloso e libidinoso
E tocas, tocas, tocas
No tá, no tato, no ar, no ato...
Aproximando-te sem que eu te peça
Afasto-me da principal peça
E me pergunto quem te disse venha,
Mesmo assim chegaste
E estragaste o jogo perdendo a peça.
Sem a preocupação com o jogo,
Afastamento, peça perdida,
Quente, disse: venha!


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

RUBRIFLORO

A saída à esquerda esqueci.
À direita, meus direitos derreti.
A flor vermelha “rubrificou” meus olhos,
O meu olhar avermelhou tua face,
A vergonha envelheceu e caducou nos atos,
Essa vergonha morreu e ressurgiu o fato...
Fato...
Na espreita, à esquerda, na saída.
A direita os meus direitos derreteu.
A flor encarnada na carne murchou.
A tua face os meus olhos cegou.
E a vergonha caduca esquecida...
E a vergonha morta ressurgida...
...é fato.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

NÃO NEGUE

Eu quero suas mãos
Acariciando minhas mãos,
Roçando meu peito,
Tateando meu rosto.

Eu quero seus olhos
Olhando nos meus olhos,
Analisando meus pelos,
Enxergando o oposto.

Eu quero sua boca
Beijando minha boca,
Viajando pelo meu corpo,
Pedindo que me entregue.

Eu quero seus braços
Entrelaçando meus braços,
Enlouquecendo-me de paixão,
E eu peço que não negue.