Majal-San (post.)
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Sai de mim tentação Escorre em minhas lágrimas Esquece minha mente e meu coração Sai de mim de imediato Não suporto essas lásti...
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Se a morte amanhã visitar-me Não quero que você chore, Também não quero ser elogiado; Não diga que são belas minhas poesias, Vo...
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Teus braços quentes Quando me abraçam, Teus braços gelados Quando me recusam, Teus lábios molhados Quando me beijam, Teus l...
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" Viva a Poesia! "
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quarta-feira, 22 de julho de 2020
quinta-feira, 30 de abril de 2020
Lástima
Como adiantasse alguma coisa
– a lágrima
Como se fosse o alívio
– o pranto
Como redimisse o erro
– o choro
Como retratasse o engano
– a queixa
Como revogasse o equívoco
– o lamento.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019
Vida-morte
A vida é uma paisagem
Vista pela janela de um cometa
Em alta velocidade,
Passa tão rápido quanto
Os segundos de prazer
Num repentino orgasmo.
A morte não sei definir...
Não ouso definir,
Acontecerá com todos.
Quem sabe uma punição?
Acho que não!
Quem sabe um descanso?
Não sei!
domingo, 10 de fevereiro de 2019
quarta-feira, 30 de janeiro de 2019
"Morfa!"
A "família" distancia.
Os "amigos" distanciam. A "realidade" incomoda.
Busco o Peter Pan, Buscopan.
A "reação" incomoda.
A "ação" não foi bem aceita,
traz o mal, e eu Tramal.
A "semente" não germinou,
A "semente" não germinou,
planta, não planta...
o peixe sem "anzol", Pantoprazol.
Na praça sem "drone", há liberdade,
Na praça sem "drone", há liberdade,
dez vezes ou deca, talvez Decadron.
Mas, a dor é fina!
Mas, a dor é fina!
Morfa!
Transforme-se!
Transforme-se!
Morfina!
segunda-feira, 28 de janeiro de 2019
Moribundo
Não sentirão a minha falta
quando eu partir definitivo.
Não estará em pauta
a tal palavra de incentivo.
Viúva, órfãos, amigos saudosos
tentarão atuar nesse momento.
Lágrimas, suspiros, atos dengosos
tentarão forjar um sentimento.
“Já foi tarde o moribundo…”
Esse será o pensamento aliviado.
Foi longa sua estadia nesse mundo.
Agora vai incomodar do (no) outro lado.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2018
Predadora
Seta
inquebrável
Pedra
resistente
Degrau
implacável
Punhal
insistente
Cruel
seta
por
que cravaste esse velho peito?
Pedra
certeira
por
que atingiste esse duro crânio?
Escorregadio
degrau
por
que derrubaste esse fraco corpo?
Punhal
agudo
por
que penetraste essa inútil carcaça?
Peito
frágil
Crânio
vazio
Corpo
vadio
Carcaça
inábil.
domingo, 19 de agosto de 2018
Ineficácia
Há
em minhas palavras ineficientes
A
insistência incômoda que irrita.
Ímpeto
paradoxal em ações pendentes
Transformando
de súbito minha escrita...
Supérfluas
assim essas rimas carentes.
domingo, 22 de julho de 2018
Poesias e poesias
Já
escrevi tanto
Sobre
teus olhos
E
a timidez dos meus,
A
tua boca
E
a ânsia da minha,
Os
teus cabelos
E
minhas mãos inquietas,
Teu
cheiro excitante
E
meu olfato duvidoso,
Tua
segurança
E
meus receios,
Meus
planos
E
nossos desencontros,
Teus
elogios
E
meus atos infantis,
Tua
realidade
E
meus sonhos quase impossíveis.
E
só.
Até
quando?
Isso
basta?
Acalanto
Se
cantas quando
em
pranto estou,
eu
agradeço.
Se
te encantas quando
estou
pronto pra cantar,
fico
satisfeito.
Se
choras quando
ouves
canções de acalanto,
eu
não te entendo.
Se
choro quando
não
sei te cantar,
não
me controlo.
Se
te vejo em prantos,
pronto
ou não,
a
música de acalanto eu canto.
Se
te emocionas quando
a
ti eu me declaro,
ponho
tudo a perder,
fico
sem jeito.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
Quando me ouvias
Caminhos longos,
maluquice instável.
Ventos constantes,
paixões efêmeras.
Sol ardente,
noites frias.
Verbos moderados,
ações extremas.
Tudo fazia sentido
quando me ouvias.
Olhares perdidos
em ações inúteis.
Toques imperfeitos
em retoques – refeitos.
Beijos ausentes
em poesias frias.
Versos improvisados
para grandes cenas.
Tudo fazia sentido
quando me ouvias.
terça-feira, 29 de setembro de 2015
Erros sem consertos
Se
a morte amanhã visitar-me
Não
quero que você chore,
Também
não quero ser elogiado;
Não
diga que são belas minhas poesias,
Você
só leu e ouviu as três piores.
Se
a morte amanhã visitar-me
Não
diga que isso lhe deixou triste,
Pois
estarei contente em algum lugar.
Não
diga que a poesia perdeu um grande nome,
Pois
enquanto vivo meus versos são supérfluos.
Se
a morte amanhã visitar-me
Não
diga que eu tenho seu perdão,
Pois
você já desejou minha leiga cabeça.
Não
diga que esqueceu meus erros,
Pois
esses erros nem a amnésia os levaria.domingo, 30 de agosto de 2015
Não estou nem aqui
Tô
mal pra porra quando aqui.
Quando
aqui, tento ser mau pra porra,
Toda
porra se vira contra mim.
Lá
tô mal pra porra.
Cá,
mau não posso retrucar essa porra!
Tô
mal, tô é mal pra porra.
Se
não entendeu, vou dizer, “redizer”
Não
“desdirei”, mas tenho uma ligeira impressão...
...que
tô mal pra porra!
Tô
“malpaporra”!
segunda-feira, 29 de junho de 2015
Eterna frase
O
cansaço nos ombros,
Nas
pernas, nos olhos...
E
o suor nas costas,
Na
cara, no peito...
E
a ânsia na mente,
Nos
braços, no corpo...
E
a poesia na lembrança,
Na
dúvida, no papel...
E
a lágrima no sereno,
Na
página, no semblante...
E
o berro no ar,
Na
garganta, nos tímpanos...
O
cansaço depois do sexo,
O
suor depois da luta pela paz,
A
ânsia de abraçar a quem ama,
A
poesia que tem dúvidas no presente,
E
o berro dizendo que apesar de tudo eu te amo.
sábado, 20 de junho de 2015
Por quê?
Brinquedo
quebrado jogado ao lixo
Rascunho
sujo jogado no lixo
Papel
amassado jogado ao lixo
Risco
riscado jogado no lixo
Compromisso
rompido jogado ao lixo
Menino
babaca jogado no lixo
Orgasmo
lembrado jogado ao lixo
Desejo
proibido jogado no lixo
Momento
arriscado jogado ao lixo
Encontro
previsto jogado no lixo
Poema
forçado jogado ao lixo
Sentimento
culpado jogado no lixo
Cansaço
gostoso jogado ao lixo
Escritos
marcantes jogados no lixo
Saudade
perversa jogada ao lixo
Lembrança
malvada jogada no lixo
Brinquedo
quebrado jogado ao lixo
Por
quê?
sexta-feira, 19 de junho de 2015
Lá vou nesse voo (talvez)
O
voo desse sentimento é rasante
O
voo desse pensamento é rasteiro
O
voo desse pressentimento é tiro certeiro
O
voo desse passatempo é golpe fulminante
O
“vou-não-vou”
O
vou sem ir
O
vou sem vir
O
vou não, o não vou...
Preciso!
Preciso
seria.
domingo, 7 de junho de 2015
Agora
Vem!
Sem
dor
Sem
constrangimento
Sem
furo
Sem
corte
Chega!
Encena
Sem
cortes
Em
cena não finges
És
forte
Vem!
Visita
sem choro
Vem
sem cor
Sem
cheiro
Sem
norte
Chega!
Silenciosa
Grito
contido
Contigo
irei
Minha
morte.
sexta-feira, 1 de maio de 2015
Penumbra
Tua
imagem surgirá
Ao
fechar dos meus olhos
Tua
imagem perambulará
Ao
lado dos meus passos
Teu
vulto aparecerá
No
início do meu sonho
Teu
vulto passeará
Diante
desse espelho
Imagem
turva e constante
Olhos
cegos impertinentes
Imagem
turva do instante
Olhos
cegos persistentes
Imagem
súbita e cortante
Passos
lentos insistentes
Imagem
súbita de amante
Passos
lentos penitentes
Vulto
que desaparecerá
Ao
abrir dos meus olhos
Vulto
que não mais surgirá
Ao
lado dos meus passos.
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