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" Viva a Poesia! "
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sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Minha mente


Minha mente




O que há lá fora?
O que ouvem?
O que falam?
O que veem?

O que há aqui dentro?
O que sinto?
O que há?
Eu vou partir!
Eu vou voltar!
Partirei! Voltarei!

O que há lá fora?
Será que me esperam?
Será que me ouvem?
Será que me veem?

O que há aqui dentro?
O que espero?
O que há?
Eu vou voltar!
Eu vou chegar!
Voltarei! Chegarei!
Aguardem-me.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

“... ou cale-se para sempre.”



Ti-ti-ti
Zum-zum-zum
Blá-blá-blá

Verdades
Dúvidas
Mentiras

Blá-blá-blá
Zum-zum-zum
Ti-ti-ti

Críticas
Fofocas
Elogios

Zum-zum-zum
Ti-ti-ti
Blá-blá-blá

Discussão
Discórdia
Avaliação

Blá-blá-blá
Ti-ti-ti
Zum-zum-zum

Gritos
Berros
Uivos

Ti-ti-ti
Blá-blá-blá
Zum-zum-zum

Esporro
Repúdio
Silêncio

Zum-zum-zum
Blá-blá-blá
Ti-ti-ti

Verdades
Zum...
Críticas
Ti...
Discussão
Blá...
Gritos
Blá ti
Esporro
Zum blá

Repúdio
Silêncio
Psiiiiiu!









quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

O nome


Majal-saneei meu fim de tarde,
         “desfolhei” meu anoitecer...

Majal-saneei a tal barata viciada,
         tentou ingerir a cevada sana...

Majal-saneei as folhas perfuradas,
         buracos vindos da erva, do resto...

Majal-saneei o inseto e o gesto,
         gesto indigesto num abandonado copo...

O nome não seria nome...

E esse ser, apenas ser, ser apenas pseudo.

domingo, 2 de agosto de 2015

Jaz um louco


Ele diz que fecha
Os olhos e os ouvidos
Para qualquer poesia.
Diz que interrompe
A mais bela canção,
E que atrapalha
O cantar dos pássaros.

Ela diz que ele, além de louco,
Já é morto desocupado
Que jaz de pé e andando
No tempo e lugar errado.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Inferência




Eu já rimei exigente ali,
Já quebrei verso displicente aqui.
Eu já ironizei lá,
Já fui debochado cá.
Eu já me tornei libertino lá,
Já fui menino inocente acolá.

Eu já escalei a montanha daqui,
Já despenquei da beirada dali.
Eu já escorreguei nas estradas de lá,
Já fui empurrado das vielas de cá.
Eu já tropecei nas linhas de lá,
Já rasurei nas entrelinhas de acolá.

Eu já fiz amor na realidade daqui,
Já imaginei tua trepada ali.
Eu já tentei ou fingi ser poeta acolá,
Já fui sem nunca ter sido o amante aqui,
Na poesia as vulvas daqui,
Em poesia as bocetas de lá.




sábado, 2 de maio de 2015

ARMADILHA


Rio do meu retorno...
Nas águas do temporal eu rio.
Esperou por ti o tempo
Em tempestades no covil.

Serpentes fizeram o adorno,
Nos meus carnavais a serpentina,
Confetes, veneno, antídoto, alento...
Rio do meu retorno – tempestade menina.


quinta-feira, 26 de março de 2015

Âncora


O mundo roda meu amigo, dizem!
Meu amigo o mundo roda, dizem!
Dizem que o mundo roda, meu amigo.
Dizem-nos... rodemos, nos dizem.

Será que um dia para?
Será que para um dia pararemos?
Será que para nós para, que nos param?
Parem! Paro... ou todos dirão: RODEM!

Subiremos sem virarmos pássaros.
Rodaremos no ar, subindo, subindo...
Sem medo de estilingues ou atiradeiras.
Rodaremos, subiremos e subiremos...

Peguemos esse mundo que roda, gira, que dizem.
Peguemos todos os nós e apertemos mais, e mais...
Os estilingues e as atiradeiras afrouxaram-se!
E devagarinho pousaremos em vossos corações.


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Sem título


Hoje eu tentei falar...
 Escrever,
Pensar,
 O quê?
De quê?
 Pra quê?
Como?
 Onde?
Com quem?
 De quem?
Pra quem?
 Por quê?
De pé?
 Sentado?
Deitado?
 Bêbado?
Consciente?
 Bem-humorado?
Chato?
 Com amigos?
Pornografia?
 Com inimigos?
Sobre imoralidade?
 Política?
Constituinte?
 Polícia?
"Prostituinte"?
 Com freiras?
Ou com lésbicas?
 Com padres?
Ou com pederastas?
 De amor?
Crimes?










Fraternidade?
 Injustiça?
O País?
 Sobre a crise?
O Estado?
 Suas meretrizes?
A capital?
 O marginal?
E seu capital?
 Sobre o planeta?
Um deus?
 O homem?
Suas asneiras?
 Sobre a radiação?
A contaminação?
 A AIDS?
Ou a poluição?
 A perdição?
Mas, quem falta se perder?
 O marajá?
As maiores potências?
 O FMI?
Quem?
 Por quê?
De quem?
 Onde?
Como?
 Paremos!
Por favor!
 Senão serei mais um louco.

         

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Insensato




Sem você
Nada tem sentido!
Peixes idiotas,
Que nadam pra trás,
Num aquário de cachaça,
Observam meu riso de tristeza.
Plantas azuladas,
Que nascem nas paredes do meu quarto,
Florescem ao sentir meu pranto.
Um rádio velho,
Com seu tac-tic constante,
Chega a me irritar por toda noite.
O relógio de pulso
Dá uma dica de como
Ser menos triste no amor.
As muriçocas – coitadas!
Fogem com pavor
Dos meus dentes afiados.
Cães assustados miam no telhado.
Lá fora gatos correm latindo
Perseguidos por pequenos camundongos.
Pulo da cama e grito que te quero.
Sem você
Nada tem sentido!
Nem mesmo meu grito idiota!

                            







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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

In-Cômodo



A mulher abriu a boca; falou – reclamação.
Parecia estar louca; xingou – difamação.
Mas, isso não é o mais grave...
Duro é procurar um lugar pra cagar
E por cruel decepção não encontrar.

A mulher teimou em falar; gritou – reclamação.
Parecia incapaz de calar; vomitou difamação.
Mas, isso não é o mais grave...
Outros fatos mais preocupantes acontecerão,
Péssimas expressões, irritantes termos,
Ela, ele, todos com o tempo esquecerão.
Duro é procurar um lugar pra cagar
E por cruel decepção não encontrar.

Essa mulher não cala; fala, reclama.
Teima em parecer louca; xinga, difama.
Mas, isso não é o mais grave...

De repente tudo parece feder.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

PPP




Puxa!
O padrão é permanente,
Para poucos para.
Sigla é Pigla!
De onde vêm tantos pês?
Pés pela cabeça,
Pentelhos, pelos, cabelos.
Um “q” atrapalha a sigla,
O projeto não politiza,
Então digo com “q” que
Puta que pariu puxa!
Põe, pula, penetra.
Pica...

                   (Majal-San)

                   09  05  2006


domingo, 23 de junho de 2013

Ultraje



Dói, dói tudo!
A orelha esquerda dói
E também queima.

Dói, a cabeça dói!
Parietal, frontal, occipital
Doem e também queimam.

Dói, dói tudo!
Carne, pele,
Ossos, nervos.
Todos os membros
Doem! Queimam!

Dói, a cabeça dói!
Insistência,
Consciência,
Paciência.
As orelhas esquerda e direita
Doem! Queimam!

Doem os membros, a cabeça,
Queimam ossos, nervos, carne, pele.
Pesadelo, pesadelo, pesadelo,
Dói tudo! Queima tudo!



sexta-feira, 14 de junho de 2013

Lapidando cristais


Em mim o toque invisível
 na mente rastreadora do oculto.

Em mim a veia pulsante,
 com o sangue morno, ainda rubro.

Em mim o pensamento pertinente
com divergências - ainda inaceitável.

Em mim a facilidade da lágrima
 em silêncio e ainda salgada.

Em mim a ausência do fôlego,
 súbita, torturante e ainda incômoda.

Em mim a bolha irritante
 em longa caminhada - ainda por estourar.

Em mim a insistente loucura
 da tua-mente-minha, ainda longe das pedras.

Em mim a poesia persistente,
 inútil, estacionada ainda em mente.

Em
mim cacos e cacos colados,
 não tão bem colados - ainda por ruir.

Em ti o toque insensível
 na mente compulsiva - o susto.

Em ti a veia vazia de sangue,
 mas com o ar quente, ainda pulsante.

Em ti o pensamento insistente
 sem convergências - ainda maleável.

Em ti a facilidade em massacrar,
 em gritos, em gestos - distante.

Em ti a ausência da compreensão,
 teimosa, enfática, ainda só tua.

Em ti a pedra no calcanhar
 em calçado apertado, calçada, topada.

Em ti a irritante sanidade
 da minha-mente-tua tão perto das pedras.

Em ti a poesia persistente,
 inútil, solta ao vento.

 Em ti o inquebrável cristal pálido,
 não tão bem lapidado - ainda intocável.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

OBSOLETO


Minha carne é louca
Minha loucura é livre
Minha liberdade é simples
Minha simplicidade é provincial

Minha província está podre
Minha podridão está finita
Minha efemeridade está massacrando

Nosso massacre é poder entender
Minha loucura que era carne
Apodreceu na província da minha mente.

         

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

LOGO ALI

Na próxima curva
vou derrapar
No próximo encontro
vou discordar

O próximo suco
vou estragar
A graviola
não vou degustar

A curva vai fechar
O encontro cancelar
O suco derramar
A graviola... a graviola...

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

"Funemando"

A professora diz:
“Rumance;
Puema;
Pueta;
Puesia.”

Qualquer dia desses, “forioso”,
“Mando ela” tomar no “có”!

sábado, 13 de agosto de 2011

Hoje vai ter um "sonzinho" aqui em casa










Alô...

Janis Joplin, The Rolling Stones,

Pearl Jam, Peter Cetera, Pink Floyd,

Otto, Renato, Arnaldo Antunes...

já estão todos aqui, já chegaram,

e eu disse pra eles que tu tavas chegando.



Janis já está pra lá de Bagdá,

Richards e Jagger tão muito loucos,

Eddie Vedder e Otto caçam caranguejos,

Arnaldo tá furando o espelho

e todo Pink Floyd tentando

derrubar os tijolos do muro

lá no lado escuro da Lua...

"another brick in the wall"!



Venha logo!

Logo! Logo!

Tá chegando um cara

com um pandeiro na mão...

...ele tá querendo acabar com a festa.

Puft! Pah! Buum! Pronto!

 Pode vir!!!

Vou desligar...

terça-feira, 26 de julho de 2011

EXTERNO


Gostaria tanto de sentar-me
Nessa cadeira incompleta
E bruscamente sair-me
Pelos olhos repletos de dúvidas.
Lá de fora, de frente
Observar minhas mãos
Largando-se dos braços ao solo,
Meus pés saindo-se das pernas ao chão,
Meus membros desabando à terra imunda,
Minha cabeça rolando pelo asfalto úmido,
Meus pelos encontrando-se com os germes,
Meu corpo imóvel e incompleto.

Não estaria eu sentado
Nessa cadeira incompleta...
Sim, seriam os meus olhos sozinhos
Rolando pelo assento incompleto,
Ou flutuando no poluído ar,
Contudo, ainda cheios de dúvidas.
Seria o meu desejo louco
De súbito partir do meu físico
Ao meu invisível à procura de mim.