Majal-San (post.)

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" Viva a Poesia! "
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sábado, 15 de fevereiro de 2020

Alheios atos

       

Esses olhos que espionam
são as setas que persistem.
Esses dedos que apontam,
(cruéis punhais que insistem)
são os mesmos que afrontam
defensores que não resistem.

                         (Majal-San)
                       



segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Tarde Clara



Texto sereno cai no papel encardido,
Ínfimos versos persistem em mente.
Longínquo ato, talvez perdido,
Vai à busca da rima decente.
Um íntimo invade tão escondido,
Aclara o papel e a tarde inocente.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

“Não temos muito o que conversar”




As esquinas não se fazem sós,
A Lua não brilha por si.
A brisa não refresca por nós,
A nota que desafina em Mi.

As curvas não se entortam alheias,
A ventania atordoa o pó.
Teus olhos não se retraem – anseias
A nota que desafina em Dó.

As vozes não se calam à toa,
A Poesia permanece de pé.
Teu sussurro deveras entoa
Uma nota que desafina em Ré.

domingo, 19 de agosto de 2018

Ineficácia



Há em minhas palavras ineficientes
A insistência incômoda que irrita.
Ímpeto paradoxal em ações pendentes
Transformando de súbito minha escrita...
Supérfluas assim essas rimas carentes.