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" Viva a Poesia! "
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Injusto


Cobre-nos com teu manto verde
Soprado timidamente pelo vento
E meus dedos sob espirais de minha droga
Tentam mistificar estrofes que invento.

Rodeia-nos com tua suave brisa
Trazida timidamente pelo vento,
E sobre minha mente espirais de minha droga
Tentam me condenar pelo que já sou isento.

domingo, 27 de abril de 2014

Erva daninha






Caju, cajueiro – um pouco distante.
Manga, mangueira – água na cara e na cabeça.
Coco, coqueiro – coqueiro seco, também distante.
Jaca, jaqueira – é bem ali.
Banana, bananeira – bananal, um pouco ausente.
Limão, limoeiro – nem Ana nem dia.
Abóbora, aboboreira, abobreira, abrobeira – sei lá qual beira...
Pimenta, um pé, tenho dois pés, pimenteira.
Pitomba, pitombeira – píton na beira.
Mamão, mamoeiro, abacate, abacateiro – ao abate...
não há mais abacate...
Seriguela, acerola, batata, graviola;
O maracujá insiste... a fruta-pão, a fruta, o pão.
Sem eira, e a beira?
Goiaba, goiabeira – óia a beira!
Cana, canavial, cana caiana, cana – parei.
Macaxeira, macaxeira, cheira a brisa;
A brisa cheira? Estou na maca.
Sem eira nem beira – à tua mercê.