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" Viva a Poesia! "
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terça-feira, 11 de novembro de 2025

Pincéis ausentes


Na parede, a pintura ainda imaginária,

Manifesta o futuro ato inexplicável,

E escarnece essa minha ação hilária...

 

Causando reação afável - pura chama,

O meu olhar, afetado pelos teus olhos,

Nos teus singelos traços se derrama.

 



sábado, 21 de fevereiro de 2015

Estou por perto


Estou ali...
Na tonalidade
Do reflexo da luz,
Na cor clara
Da tinta das paredes.
Estou no rangido
Da velha porta
Que permanece parada.
Estou no vento
Constante que passa
Por diversas frestas
E refresca.
Estou na sombra
Das teias de aranhas,
Sob o pano na parede,
Onde se encontram minhas frases.
Estou aqui...
Tu me perdeste,
Mas, não te perdi.
Morri, mas não parti.



quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Expectante


Perdido...                      ...perdido na multidão
distante...                      ...invisíveis tão presentes
sons...                           ...estou surdo
verbais...                       ...incompreensíveis mímicas
gritos...                          ...gritos no olhar
gestuais...             ...hematomas após gestos
concordância...    ...desde que nós se esqueça
estalos...                        ...açoites, sotaques

         xises...
         ésses...
         tês...

ganchos...            ...retos, retos – não me curvo
colocação...          ...penetra, fincam-se!

                                                                                             Blá blá blá...     

quinta-feira, 24 de maio de 2012

HEXAEDRO



Do nada, hoje, aqui trancado nesse quarto branco,
eu chorei.
Do nada não, do tudo!
Hoje, do quase tudo, aqui solto dentro desse quarto pálido,
cinza eu chorei.
Mas, quem nunca tropeçou?
No quase nada, hoje, aqui trancado nesses pensamentos soltos,
cinza, eu chorei.
Mas, quem nunca errou que jogue a primeira banda de tijolo!
Ou um paralelepípedo! Ou se jogue!
Ou Porra Nenhuma...




quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Imprevisão... é do que preciso

Aqui quase tudo acontece...
A porca torce o rabo,
Alguns dão nó em pingos d’água,
Aqui chove canivetes,
Alguém me espera onde o vento faz a curva...

Hoje eu não vou!
Nada aconteceu...

Hoje eu não vou!
Não tem toucinho...

Hoje eu não vou!
Não há nuvens carregadas...

Hoje eu ficarei aqui!
Não há, nem haverá esquinas.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

MEGERA

Estavas em meu pesadelo!
Esbravejando sórdida e rudemente,
Rugindo feito animal selvagem,
Leoa enlouquecida no cio,
Por que estavas em meu pesadelo?

Bruta serpente peçonhenta,
Carcará impiedoso e traiçoeiro,
Porco-espinho querendo me abraçar,
Convidando-me ao caldeirão escaldante
Eras a bruxa do meu pesadelo!

                            

terça-feira, 4 de outubro de 2011

O Dia do Poeta


O dia é da poesia
A noite é minha
Minha mente tua.
Bebo a vida, o dia e a noite
O poeta bebe suas angústias
Seus anseios...
Embriaga-se em suas lembranças,
Cambaleia em seus atos infantis...
Mas, ergue-se com seus traços
E grita em silêncio o que o corrói.
A voz externa fala
O que a minha interna
Pensa!
Como eu queria...
Alguém que só me amasse
Quem sabe esse alguém não és tu?
Sendo ou não sendo
Tarde ou cedo tu cedes
O que cedo não é ser
Ou o ser já era e foi-se e se foi.
Agora és, eu sou o que sempre fiz e fui.
fui...
         fui...
Quando cheguei
Você fui!

                            (Majal-San & Neilson)
                            Teotônio Vilela – em alguma praça regados à cerveja.
                            04 de Outubro de 2011


terça-feira, 6 de setembro de 2011

CHOQUES, COR, ODOR - PELE



Existem linhas imaginárias


que me prendem a essa melanina,


que suplica a minha súplica


para implicar no passeio dos meus toques.





Há linhas inimagináveis


que me atam a essa menina,


que imploram à poesia rústica


para decifrar os sopapos cardíacos com nossos choques.





Choques que contorcem a alma – repousa. Acalma.


E mesmo assim ainda imagino


a melanina da menina que impregna minha pele – não expele.


Não extingue – não mata a fome da pele.





Choques que não queimam a pele.


A alma é que retorce – mesmo calma,


e sua cor não me sai da mente,


e da mente não me sai seu odor


que pra mim agora é dor – pele impregnada.





                           


                   


                   





terça-feira, 26 de julho de 2011

EXTERNO


Gostaria tanto de sentar-me
Nessa cadeira incompleta
E bruscamente sair-me
Pelos olhos repletos de dúvidas.
Lá de fora, de frente
Observar minhas mãos
Largando-se dos braços ao solo,
Meus pés saindo-se das pernas ao chão,
Meus membros desabando à terra imunda,
Minha cabeça rolando pelo asfalto úmido,
Meus pelos encontrando-se com os germes,
Meu corpo imóvel e incompleto.

Não estaria eu sentado
Nessa cadeira incompleta...
Sim, seriam os meus olhos sozinhos
Rolando pelo assento incompleto,
Ou flutuando no poluído ar,
Contudo, ainda cheios de dúvidas.
Seria o meu desejo louco
De súbito partir do meu físico
Ao meu invisível à procura de mim.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Boas Vindas


Teu vidro quebrou minha imaginação
Tua flor rasgou os meus traços
Minha imaginação gozou nos teus braços
E meus braços se fecham em tua mão

O meu ego desabou por fim
Tua fresta clareou meu breu
O meu sim contrariou o teu
E teus braços se fecham em mim.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Óvnis - Otários vermes nefastos identificados


Essas pessoas não dormem
Elas me perseguem

Ela dorme demais
As portas se abrem

Essas pessoas se apressam
Ela sempre se atrasa

Sem aliens, sem abdução
Droga! Cadê a explosão?

Esses indivíduos são insistentes
Todos os dias, toda manhã, persistentes

Despertam cedo, ou não adormecem
Os olhos – gravadores do inexistente

Essas pessoas permanecem
Ela não passa, não vem

Sem aliens, sem abdução
Droga! Cadê a explosão?

Esses transeuntes são constantes
Eles nos caçam sem trégua

Ela não veio, a nave não veio
Os olhos não fecham – ouvidos atentos

O bocejar – consequência, o meu, o deles
A espera – insistência, a minha

Sem aliens, sem abdução
Droga! Explodi!