Majal-San (post.)
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Sai de mim tentação Escorre em minhas lágrimas Esquece minha mente e meu coração Sai de mim de imediato Não suporto essas lásti...
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Se a morte amanhã visitar-me Não quero que você chore, Também não quero ser elogiado; Não diga que são belas minhas poesias, Vo...
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A menina de verde Não dá esperanças Ela passa sem tranças A menina magra Não vê ou finge Ela simplesmente flagra A menina morena Não olha, p...
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" Viva a Poesia! "
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segunda-feira, 12 de outubro de 2020
quarta-feira, 22 de julho de 2020
sexta-feira, 1 de maio de 2020
sábado, 25 de abril de 2020
quinta-feira, 23 de abril de 2020
Acalma
Por que insiste tanto em me penetrar
a mente,
o peito,
a alma?
Por que insiste tanto em me furtar
o consciente,
o preceito,
a calma?
quarta-feira, 22 de abril de 2020
Fora da metáfora
Pra que uma face “tão maquiada"
se o interior tão cinza?
Pra que uma fachada “tão bela"
se o interior em ruínas?
Pra que uma fronte “tão amável"
se o interior tão ranzinza?
Pra que a reação “sossegada"
se o interior tão traquina?
domingo, 22 de março de 2020
Vadia Poesia arredia na rua vazia
A cidade quase deserta,
A mente quase vazia...
No canto sombrio do muro,
Na areia, o felino enterraria
Algo com similar odor do futuro.
Apenas o bichano, eu e a Poesia...
quinta-feira, 6 de setembro de 2018
Outro cais – o papel
Não
vou sair dessa cama
Não
vou sair desse quarto
Não
vou deixar essa casa
Não
vou deixar essa cidade
Já
desocupei muitas mentes
Inclusive
as que eu ainda gostaria de estar
Posso
até não descartar essa cama
Posso
até não abandonar esse quarto
Posso
até não desprezar essa casa
Posso
até não zarpar dessa cidade
Mas
minha mente já partiu
Atracou
a Poesia a outro papel.
sexta-feira, 17 de agosto de 2018
quinta-feira, 16 de agosto de 2018
sexta-feira, 10 de agosto de 2018
Resoluto
Sendo
o teu olhar tão fascinante,
A
tua boca tão desejada,
Imagino
os deslizes desse errante
Tripudiando
na madrugada...
Haverá,
porém, a Poesia – calmante.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Obscuro
Em
cada face vejo a tua
Em
cada riso vejo o teu
Quando
verás o meu?
Em
cada voz imagino a tua
Em
cada olhar imagino o teu
Quando
ouvirás o meu?
Em
cada curva vejo a tua
Em
cada olhar vejo o teu
Quando
fitarás o meu?
Em
cada alegria imagino a tua
Em
cada suspiro imagino o teu
Quando
provocarás o meu?
Em
toda despedida lembro a tua
Em
todo semblante triste o meu
Quando
poderei admirar o teu?
Em
toda canção lembro a tua
Em
todo poema triste o meu
Quando
poderei declamar o teu?
Em
qualquer lágrima estancarei a tua
Em
qualquer suspiro imaginarei o teu
Quando
poderás eternizar o meu?
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Nebulosidade
Por quantas vezes saí por essas avenidas
chutando latas, puto da vida?
Vento na cara, poeira aos olhos,
No peito um tormento,
A dúvida, onde estás neste momento?
Sem respostas, na caminhada,
Seguindo tonto, sob críticas,
E nenhum argumento.
A chuva no meu blazer esfarrapado,
Em minha lembrança o teu véu molhado,
E minhas lágrimas misturadas ao orvalho.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Lapidando cristais
Em mim o toque invisível
na mente rastreadora do oculto.
Em mim a veia pulsante,
com o sangue morno, ainda rubro.
Em mim o pensamento pertinente
com divergências - ainda inaceitável.
Em mim a facilidade da lágrima
em silêncio e ainda salgada.
Em mim a ausência do fôlego,
súbita, torturante e ainda incômoda.
Em mim a bolha irritante
em longa caminhada - ainda por estourar.
Em mim a insistente loucura
da tua-mente-minha, ainda longe das pedras.
Em mim a poesia persistente,
inútil, estacionada ainda
Em
não tão bem colados - ainda por ruir.
Em ti o toque insensível
na mente compulsiva - o susto.
Em ti a veia vazia de sangue,
mas com o ar quente, ainda pulsante.
Em ti o pensamento insistente
sem convergências - ainda maleável.
Em ti a facilidade em massacrar,
em gritos, em gestos - distante.
Em ti a ausência da compreensão,
teimosa, enfática, ainda só tua.
Em ti a pedra no calcanhar
em calçado apertado, calçada, topada.
Em ti a irritante sanidade
da minha-mente-tua tão perto das pedras.
Em ti a poesia persistente,
inútil, solta ao vento.
Em ti o inquebrável cristal pálido,
não tão bem lapidado - ainda intocável.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
INSÔNIA
Não vêem,
Não lacrimejam,
Não se avermelham,
Não...
Não inspiram,
Não vêem meus poemas,
Não molham meu papel,
Não...
Quando os olhos já não estão presentes
Eu posso fechar os meus.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
EX
Tu estavas aqui...
Eu vi! Tavas bem aqui.
Escorregaste bem de leve
E leve levaste o meu ser.
Eu estava aí...
Tu viste! Eu tava bem aí.
Escorreguei não de leve – caí.
Gritei: Não! Não leve. Venha ser!
Não vieste...
Partiste – não és. Foste.
A solidão me veste.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
MINHA NOITE
a lenha no asfalto,
a fogueira será acesa,
aquecerá a noite amanhã.
E no meu peito faz um frio!
O milharal sob rede elétrica,
o verde sobre terra seca,
pasto para gafanhotos e outros,
uma fazenda urbana.
E no meu peito faz-se um deserto!
A música no ar,
“lenha”, “o leãzinho”,
“louras geladas”, “lambada de serpente”...
“lay your hands on me”.
E no meu peito faz um silêncio!
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
HORAS DE SOLIDÃO
Mais um dia sem te ver,
E a noite chega tristonha
Aparentemente vista por mim.
Olhos melancólicos que se escondem
Atrás de pálpebras escuras.
Mais uma noite sem te ver,
E essa noite permanece sombria
Arrasando todo o meu ser,
E meu corpo, tão frio, é trêmulo,
Envolvido em gelados lençóis.
E a madrugada deita comigo,
Olho as quatro paredes sujas;
Desejo teu corpo mais perto,
E tuas mãos para enxugar
Meus olhos vermelhos, mas, sóbrios.
Uma nova manhã se aproxima.
Desejo fitar os teus olhos,
Sentir levemente tua boca,
Fechar os meus olhos à tristeza,
E com minha boca tatear teu corpo.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
QUERO FICAR CONTIGO
Meu coração é cercado por teus atos,
Meu cérebro cerca tua imagem,
Meus olhos se afogam com tua ausência,
Minhas mãos desejam tua volta,
Minha boca implora tua boca.
A saudade machuca meu coração,
Tua ausência parece derreter meu cérebro,
E a ânsia de te ver deixa meus olhos inquietos;
Com uma das mãos fecho minha boca...
Então me dar vontade de gritar.
Mas não adianta gritar teu nome,
Os quilômetros que nos separam
Eliminam a capacidade de audição...
Então um murmúrio é o suficiente
Para que percebas que sinto tua falta.
Assim no teu feliz e breve retorno
Esse murmúrio penetrará teus tímpanos.
Murmurando teu nome e uma frase,
E percebendo que senti tua falta,
Espero que nunca mais me deixes sozinho.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
TUA IMAGEM ESTÁ PRESENTE
Tua voz está ausente...
... em mim o silêncio
Tua língua está distante...
... longe de mim o teu beijo
Tua fala me ensurdece...
... de ti o conselho inútil
Tua boca se camufla...
... em mim o batom sintético
Teus toques estão ausentes...
... em mim a saudade
Tuas carícias estão distantes...
... longe de mim a excitação
Teus sentidos tão ocultos...
... em mim sentidos sem sentido
Tuas vindas e idas são insistentes...
... longe de nós um reencontro.
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