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" Viva a Poesia! "
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terça-feira, 14 de junho de 2016

Meu palco - tua mente



Não fora por isso que pulei fora

Não me conheces como pessoa
Posso ser o alvo para essa seta
Sabes que nem toda ave voa
Mas me conheces como poeta

Podem quebrar a minha asa
Porém infinito é o meu voo
Podem me jogar na árdua brasa
Mas a verdade em verso eu entoo

Não me conheces como humano
De um ponto a outro eu sou a reta
Não interessa a face atrás do pano
Pois a máscara cairá à hora certa

Podem tentar castrar os meus sonhos
Porém bom palhaço eu sempre serei
Farei outras vezes os meus risonhos
Pois nesse palco eu sempre estarei

Pulei fora não fora por isso.

                   

domingo, 30 de agosto de 2015

Impera ativo II


Dessa vez vais descer!
Desce! Vai! Desça devassa!
Desfaz dessa vez...
De vez, de uma só vez desça!
Não tropece! Desça!
O salto não é tão alto!
Pule! Desça! Desça sem pulo!
Pulo chulo, chuto teu passo,
e passo de passo a passo...
Nessa devassidão desça!
Desça! Desça!
Desça dessa densa devassidão.


sábado, 7 de fevereiro de 2015

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

PPP




Puxa!
O padrão é permanente,
Para poucos para.
Sigla é Pigla!
De onde vêm tantos pês?
Pés pela cabeça,
Pentelhos, pelos, cabelos.
Um “q” atrapalha a sigla,
O projeto não politiza,
Então digo com “q” que
Puta que pariu puxa!
Põe, pula, penetra.
Pica...

                   (Majal-San)

                   09  05  2006


quinta-feira, 4 de julho de 2013

Bastarda



A culpa é do pai
A culpa é da mãe
A culpa é da puta
A culpa é do corno
A culpa é do ato
A culpa é do gozo
A culpa é do auto
A culpa é do baixo
A culpa é da cúpula
A culpa é da cópula
A culpa é da copa
A culpa é da capa
A culpa é vítima

A culpa é órfã.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

A Linha

Aline
A libido vem
Aleatória aliciando
A aliança
Aliviando o alívio
Alento bem lento
Alavancando o que há de alado
Ao lado voa
Vai ao lado e no frio do Alasca
         − lasca!
A line
A linha
The line
         off ou on
Online!


                            (Majal-San)
                              Maceió, 10 de Abril de 2013.
                              Residência do Wilder, poema dedicado à Aline Carla Diniz.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Sem pistas


O peito do pé,
O pé de planta,
A planta do pé.
O pé tem peito?
A planta tem pé?
Ponho, pus, porei...
Porém, não sei se porás
O pé na pista,
Seguirás a pista?

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

GRAVIOLA


Coração

Carrasco

Canção

Cansaço


Corsa

Caça

Coice

Canto


Caneta

Cravo

Cuidado

Canela


Corvo

Cara

Câncer

Fim...

ALGUNS MESES - SUBSTANTIVOS


Linha Línguas Lembranças
Número Tradução Sonhos
Fala Adultério Poesia


Letras Lábios Loucuras
Mesa Colisão Faltas
Sala Mistério Agonia


Lixo Lucidez Lascívia
Nomes Excitação Fotos
Folha Verdade Tentação


Luas Lágrimas Lacuna
Versos Sentimento Omissão
Folha Verdade Tentação


Atenção Campainha Encontros
Chamadas Crédito Manhãs
Recado Insistência Ansiedade


Emoção Saudades Tesão
Mensagens Distância Tensão
Pecado Resistência Maturidade


Rosas Procura Paradoxo
Cacau Toques Revolta
Chocolate Desejos Ingenuidade


Rimas Noites Despedida
Portão Madrugadas Pranto
Chocolate Desejos Ingenuidade

Contraste.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Mole, bate. Seca e dura, parte.



Terna, tenra terra...
Terra terás nessa tez.

Fora! Flora aflora...
Afloras na acidez.

A jura fura, cura...
Escura essa insensatez.

Do monte a água da fonte
Desce, me molha, me esquece...

Na fronte a lágrima encontro
Morna, no desencontro permanece...

Da ponte se desliga o elo
O martelo que bate enfraquece.

segunda-feira, 8 de março de 2010

É

Fodafodafodafodafoda

Fodafodafodafodafoda

Fato

Fato

Fato

Fato

Fodafodafoda

Fodafodafoda

Fado

Fado

Fado

Fado

Fotofotofotofotofoto

Fotofotofotofotofoto

Feto...

AÇÃO FRAGMENTADA



Eu quebrei a vitrine
quebrei a vidraça
quebrei o vaso
quebrei o vidro

A vitrine vaga
a vidraça violenta
o vaso vazio
o vidro, o vidro

Eu derrubei a viga
derrubei a videira
derrubei o vinho
derrubei o veto

A viga vã
a videira viva
o vinho velho
o veto, o veto

Eu tomei a vodca
eu vi a vulva
anulei o voto
voltei à vida

A vodca seca
a vulva molhada
o voto inútil
a vida idem.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

CISCO CÓSMICO

Rachei rochas
Rasguei rugas
Rasurei rascunhos
Raquítico rastejei

Abandonei abismos
Agonizei angústias
Acordei atônito
Atrasado argumentei

Quebrei quimeras
Queimei queixas
Quadrupliquei quadrúpedes
Quarentão questionei

Unifiquei ufanos
Urbanizei Urano
Ultrapassei uníssonos
Ultrajante ultimei

Encarei enguiços
Extrapolei exemplos
Escapei eufêmico
Estapafúrdio estacionei

Lamentei lágrimas
Lapidei lascívia
Latejei lamuriante
Lacônico lutei.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

PESTE PRESSUROSA


Pelos pêlos pelejei
Para plagas plagiar;
Porra, pára! Parei.
Pois pedias pra parar.

Pensando "pudorar" passei
Pedindo pontos preponderantes,
Pelos pêlos passeei
Planejando passos picantes

Peguei, pensei pagando,
Pragas pungentes percebi;
Pássaros, pombas perfurando.

Penetrando pela pressa,
Pressionei perguntando:
Pressa posta, presta?