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" Viva a Poesia! "
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terça-feira, 11 de novembro de 2025

Pincéis ausentes


Na parede, a pintura ainda imaginária,

Manifesta o futuro ato inexplicável,

E escarnece essa minha ação hilária...

 

Causando reação afável - pura chama,

O meu olhar, afetado pelos teus olhos,

Nos teus singelos traços se derrama.

 



quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Meu veneno




O teu nome me morde a nuca
e me irrita, e me invade,
revela, grita, e me expõe.

E antes que eu sonhe
teu nome me acorda, e abala,
perfura, penetra e me enjaula.

E antes que eu sonhe
teu nome me excita, e me larga,
aflora, incita, e me mata.

O teu nome mastiga minha mente
e me condena, e me executa,
suborna, e me oferece cicuta.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Invasora





Tão recentemente minha mente a Poesia invadiu,
Ínfima Poesia, vadia inquilina – entorpecente.
Afável, Ela deita comigo, e assim me extasia,
Súbita, repentina, Ela permanece quente...
Haverá sempre um leito em meu peito – sua estadia.      

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Né?!


 
Navegação 
épica 

Nababesco 
ébrio 

Neutralização 
ética 

Nefasto 
etéreo 

Nocauteadora 
época 

Nacionalismo 
é terno 

Neologismo 
eterno.


quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

De repente


Uma caneta aí por favor
Uma caneta pros meus versos
Uma caneta pra esse horror
Uma caneta é o que peço

Um favor pra tal caneta
Alguns versos para essa caneta
Um horror se esconde da caneta
Eu peço urgentemente a caneta

Uma caneta para o escarro no papel
Uma caneta para fingir o céu
Uma caneta para tirar-me do léu

Uma caneta – amarga – o fel.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Rijeza


Às vezes...
ouço, olho, falo, lembro
Às vezes...
osso, olho, falo, membro
ereto, penso
penso torto
penso higiênico
Às vezes...
competente, talentoso
Às vezes com personalidade
com fibra...

ou inclinado – penso.

domingo, 30 de agosto de 2015

Estarei te esperando


Suba!
A ponte ainda te suporta.
Ela (a ponte) ainda pode te conduzir.
Um semáforo no meio da ponte
não vai te estacionar.

Suba!
A escada ainda te suporta.
Ela (a escada) ainda pode te conduzir.
O lodo não vai fazer com que escorregues.

Suba!
Um dia qualquer desceremos à realidade.

                            

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Doce Amor(a)


Esse perfume reativa a memória à pele,
Essa esquina ainda dobra tuas curvas
Impregnadas em minha mente e em minha retina.

Tuas curvas em minhas mãos deixam teu aroma
Na insana memória e nessa tal esquina
Onde à tona surge o pecado no negro e rubro da amora.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Impera ativo


Desça!
Não vá cair dessa cadeira – altura.
Condessa, não envenena o pobre conde! – jura?
Meça!
Não cometa essa loucura – dura!
Turva!
Não beberá dessa tal água – impura.
Desça!
Não vá cair desse tal salto alto – loucura!
Condessa, a fruta é indigesta, mas cura.

                 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Dois poetas



Doses douradas com gelo
Satisfazem um poeta,
Outro poeta suco de laranja.

Uma canção nostálgica
Invade a mente de um poeta,
O outro é sua própria voz.

Letras, palavras e versos
Satisfazem um poeta,
Outro poeta grito no ar.

Letra, música e sons
Invadem um poeta,
O outro álcool e silêncio.


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Poeta Sempre






Eu sou assim: apareço, desapareço...
às vezes alegre, às vezes triste...
pensativo, aleatório...
às vezes poeta, às vezes rude.

Eu sou assim: menciono, emudeço...
às vezes bravo, às vezes ameno...
irrelevante, essencial...
às vezes eu, às vezes todos.

Eu sou assim: descritível, enigmático...
às vezes tonto, às vezes lúcido...
intolerante, compreensivo...
às vezes poeta, às vezes rude.

Eu sou assim: como me fazem, como eu tento...
às vezes torto, às vezes ereto...
atordoante, atordoado...
às vezes Milton, às vezes o outro.






domingo, 13 de outubro de 2013

Concreto



Concreto duro...
no pé – topada.
na cabeça – pancada.
nos ombros – peso.

Na estrutura...
ausente – vulnerável.
presente – pseudo (um dia cairá).

Coração – concreto.
Amor! – Sentimento – substantivo...
Abstrato!



domingo, 23 de junho de 2013

Ultraje



Dói, dói tudo!
A orelha esquerda dói
E também queima.

Dói, a cabeça dói!
Parietal, frontal, occipital
Doem e também queimam.

Dói, dói tudo!
Carne, pele,
Ossos, nervos.
Todos os membros
Doem! Queimam!

Dói, a cabeça dói!
Insistência,
Consciência,
Paciência.
As orelhas esquerda e direita
Doem! Queimam!

Doem os membros, a cabeça,
Queimam ossos, nervos, carne, pele.
Pesadelo, pesadelo, pesadelo,
Dói tudo! Queima tudo!



sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Via




Ele via ao lado:
            vultos calados
            ou silenciados
            vultos afastados
            distanciados

Ele estressado
            irritado
            chateado
            cansado
            revoltado

E do outro lado outros lados
            vultos sentenciados
            ou injustiçados
            outros massacrados
            ou estropiados

Ele via ao lado:
            sentimento violado
            o mistério interpretado
            mais um vulto desolado
            inimigos lado a lado

Ele estressado
            recusado
            trancafiado
            abandonado
            injuriado

E do outro lado outros lados
            vultos incorporados
            outros disfarçados
            alguns inventados
            ou por ele desejados

Ele via ao lado:
            no espelho
os seus olhos vedados
            no caminho
os seus pés machucados
            na mente alheia
inúteis versos rimados.
                       
            

quarta-feira, 30 de maio de 2012

PRA QUE MENTIR?


Olho tanta gente ultimamente!
Ultimamente, não vejo ninguém.
Ouço tanta coisa atualmente!
Atualmente, não escuto nada.
Eu falei tanto hoje!
Hoje, eu não disse nada.



sábado, 7 de janeiro de 2012

Turbilhão



Lá fora a lâmpada tenta iluminar,
Acende, acende-se e se apaga.
Aqui dentro essa chama teima em queimar,
Ascende, ascende-se e se alarga.

E de repente um turbilhão
   que não quebra a lâmpada,
   que não apaga a chama,
   que não molha meus pobres versos,
   que não derruba nem estreita
   o que tanto queima e prolonga...



segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Não Importa A Porta



A porta na qual bati permanece de pé,
intacta!
forte!
Pasmem!

A porta em que bati permanece áspera,
firme!
rígida!
Pasmem!

A porta que eu tentei permanece fechada,
a trava,
trancada,
à trava,
Pasmei!

A porta à qual bati permanece...
eu fraco,
franco,
eu lânguido,
fogem,
eu flácido,
forjam...
Pasmo!
















                            

quarta-feira, 13 de julho de 2011

T R A N S F O R M A Ç Ã O

A voracidade
Dos meus instintos poéticos
Deixa-me “fraquinho”
Como uma criança inculta.
Mas, diante da minuciosidade
Dos teus olhos
Eu me transformo
No mais forte Titã.