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" Viva a Poesia! "
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sábado, 28 de julho de 2018

Belaj kaj nigraj okuloj


        



Mi rigardis ŝiajn nigrajn okulojn,
Ŝi estas la plej bela el ĉiuj...

Ali estava aquela pessoa...
Ela era simplesmente linda.
De repente minhas pernas
Que tremiam estancaram.

Mi rigardis ŝiajn nigrajn okulojn,
Ŝi estas la plej bela el ĉiuj...

Era primavera, e as flores
Mostravam-se orgulhosas.
À beleza própria da Natureza,
Subitamente, todas se fecharam.

Mi rigardis ŝiajn nigrajn okulojn,
Ŝi estas la plej bela el ĉiuj...

Os pássaros sentiam timidez,
Não colocavam para fora
Seus fortes e belos cantos,
Mas quando ela passou todos cantaram...

Mi rigardis ŝiajn nigrajn okulojn,
Ŝi estas la plej bela el ĉiuj...

                          
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sábado, 21 de fevereiro de 2015

Estou por perto


Estou ali...
Na tonalidade
Do reflexo da luz,
Na cor clara
Da tinta das paredes.
Estou no rangido
Da velha porta
Que permanece parada.
Estou no vento
Constante que passa
Por diversas frestas
E refresca.
Estou na sombra
Das teias de aranhas,
Sob o pano na parede,
Onde se encontram minhas frases.
Estou aqui...
Tu me perdeste,
Mas, não te perdi.
Morri, mas não parti.



domingo, 22 de junho de 2014

Desde la ventana de un hotel




A realidade está bem ali,
Pelos ares logo estarei lá.
Essa beleza aconchegante ficará aqui,
Buenos Aires, bela, permanecerá cá.

Quando novamente pisarei Avenida de Mayo?
Quando, de perto, novamente Obelisco?
E as poses espontâneas en la Plaza de Mayo?
San Telmo, Recoleta, Palermo em meus riscos...

O despertador logo logo avisará...
Para trás ficará ela, linda, rosada.
Buenos Aires à minha espera estará?
...e os casais? – tango na calçada.

Quando outra vez, de perto, El Caminito?
Quando, tão próximo, de novo La Boca?
E o frio que parece tão infinito?
...e a mistura de tantas línguas nas bocas.












                            

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Cartão amarelo





O verde nos rodeia
O álcool nos invade
A bela música nos penetra
Da amizade espero permanência

Não há bosta de gado
Escorregões nos falta
Falta não foi, apito não há
O campinho está ausente

O verde timidamente nos rodeia
O álcool de mansinho faz efeito
A bela música vai nos embriagando
Da amizade espero permanência

Não há outros obstáculos bovinos
Escorregões apenas nas lembranças
Não há árbitro, não há apito
Campinho não há


O jogo ainda vai começar.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Deserto





Será que esqueceste
a noite mais curta?
Será que esqueceste
a lua mais tímida?

Outras noites - curta!
Tentarei te esquecer.
Outras noites - sinta!
Tentarei não te ver.

Outras luas - medito.
Tento não me derramar.
Outras luas - escrevo.
Tento não te mencionar.

Será que esqueceste
a madrugada tão próxima?
Será que esqueceste
a manhã tão distantes?

Outras madrugadas - curta!
Tentarei sobreviver.
Outras madrugadas - sinta!
Tentarei não sofrer.

Outras manhãs - medito.
Tento não chorar.
Outras manhãs - escrevo.
Tento não gritar.

Será que não esquecerei?
As noites são infinitas!
Será que não esquecerei?
As luas são explícitas!

Será que não esquecerei?
As madrugadas são vazias!
Será que não esquecerei?
As manhãs são vazias!

Desejo noites curtas.
Desejo luas invisíveis.
Desejo madrugadas distantes.
Não desejo manhãs.



                 

sexta-feira, 23 de março de 2012

Entre A Noite E A Madrugada Saio Eu



Meus olhos ao relógio
Relógio à distância de mim
De mim levaste meus olhos
Dos olhos não lavaste as lágrimas
Os ponteiros tão distantes da noite
A noite tão distante de ti
De ti trago lembranças remotas
E remonto minhas peças
E rejunto meus caquinhos
Não refaço meu restinho.



quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

QUEBRA-SE O SILÊNCIO


Veio hoje cortante uma avassaladora lembrança,
Pela casa vazia e sombria estendeu-se o eco...
Um eco tristonho de súbitos e constantes soluços.


sábado, 21 de janeiro de 2012

Distância Próxima

Minha mente - o inferno,
Tua lembrança - a chama,
Teu cheiro o tesão eterno,
Minhas vestes brancas na lama.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A G U D O

Você não me entendeu,
você não me entende,
você não me entenderá...
eu não me entendo.

Nenhum palavrão
tem o tamanho suficiente
do qual eu preciso agora
para gritar ao mundo imundo.

Você não me atendeu,
você não me atende,
você não me atenderá...
eu não lhe chamo.

Nenhum grito
é estridente o suficiente
para demonstrar a dor
do desesperado poeta.

E a palavra surge...
E a palavra suja...
E a palavra suja mancha
a lembrança, o ato, a ânsia, o fato.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

SEXO DÉGRADÉ


Já andei muito! – curtos percursos.
Já provei muito! – longos dissabores.
Já galguei muito! – degradantes degraus.

Por diversas vezes confundi os sentidos,
e assim tudo ficou sem... mas, zen...
e eu dizia: vem!

E mais distantes aparentavam os desejos,
mais concisos os deslizes,
mais explícito o proibido...

Enrubesci tempestades às margens de minhas pálpebras,
Salivei diante da polpa fria, congelada – indiferente...
Mas, um uivo desvairado orvalhou no rosado da tua face...
E de súbito uma fome voraz da nossa sinestesia
devora o que poderia ser um belo sentimento.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

"NOVAMANTE"

Sai de mim tentação
Escorre em minhas lágrimas
Esquece minha mente e meu coração

Sai de mim de imediato
Não suporto essas lástimas
Esse sofrimento que é fato

Sai de mim maldição
Escorre em meu excremento
Esquece apelo e atenção

Sai de mim neste instante
Não suporto esse tormento
Eu quero a vida como amante.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

NOSSA POESIA

Ela levou meu paladar,
meu olfato,
meu amor,
meu tesão.

Ela levou meu bem-estar,
meu retrato,
meu humor,
meu coração.

Ela deixou minha emoção,
minha dor.

Ela deixou minha agonia...
Não conseguiu levar minha poesia.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

TUDO PASSA



O fruto está distante dos meus dedos
O aroma às vezes próximo demais
Tenho que me afastar dos meus medos
Seguir em frente e não olhar pra trás

A polpa está distante do meu palato
O aroma às vezes próximo demais
Tenho que controlar a visão e o tato
Seguir em frente e não olhar pra trás

O suco está distante da minha sede
O aroma às vezes próximo demais
Tenho que desarmar a minha rede
Partir e esquecer o que ficou pra trás.