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" Viva a Poesia! "
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terça-feira, 9 de abril de 2019

Triste voyeur







Triste voyeur

Portas
fecham
mas
ainda
frestas.

         (Majal-San)

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

A lei


  

O breu cai.
O branco cai.
O verde amadurece,
seca, e também cai,
apodrece e se vai…



sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Tua humana boca soberana – minha inspiração insana




Os teus lábios estão em meus sonhos,
Os meus sonhos persistem nas madrugadas,
As minhas madrugadas são curtas.

O teu sagrado sono tento não perturbar,
Meus sonhos trazem a Poesia aguardada,
Minha poesia espontânea te insulta.

Os teus lábios desejo quando acordado,
Os meus sonhos desejo realizar,
Mas, nossas tardes são tão curtas.

O teu sono, talvez, de novo perturbarei...
Nos teus sonhos, talvez, estarei a poetizar,
Porém, a realidade a minha poesia oculta.

                                  

sábado, 22 de outubro de 2016

Cinquenta




Meio século
Meio incerto
Meio torto
Meio reto
Meio tonto
Meio esperto
Meio ausente

Meio tenso
Meio quieto
Meio penso
Meio ereto
Meio sonso
Meio feto
Meio ausente

Meio ido
Meio vindo
Meio solto
Meio falso
Meio réplica
Meio inédito
Todo ausente.






domingo, 27 de março de 2016

Impressões


Quero a tua presença em meu sonho
Quero as tuas digitais em minha pele
Ao teu dispor eu me ponho
Antes que a loucura se revele

Eu quero o teu grito tão oculto
Que aos meus ouvidos permaneça
E que esse louco seja o vulto
Que habitará a tua cabeça

Sei que estarei em teu sonho
Mesmo antes que o ato se rebele
Minhas digitais eu te proponho
Na suavidade de tua pele.


quinta-feira, 23 de junho de 2011

ÍMPETOS


Rendido aos teus atos eu rabisquei
Gritos e ímpetos no papel eu joguei
Vulnerabilizei o titã que vive em mim
Ignorei consequências drásticas e vim
Aqui estou aos teus pés “azuadoo”.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

CONTRAFEITO

Estacionaste ali tão calada,
Movimentos reduzidos – imploras.
Hoje sinto saudades da guinada
Que por ausência tu choras.

Mas teu sorriso teima em ressurgir
Que em mim torna-se pranto.
Impotente tento fingir
Em implícita poesia, o canto.

Desvio rápido, a visão
Para não demonstrar meu sofrer,
Explodindo oculto, o coração
Sabedor de que posso te perder.

A qualquer momento partirás
E nem um adeus poderei ouvir,
Mas logo ao meu lado estarás
Mesmo que eu não queira partir.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

MOSQUIERA


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Vem zoando num silêncio profundo,
Vem descendo fazendo curvas,
Vem aterrissando num vazio branco

Para perder-se sem rumo,
Para chegar-se ao ermo, - a esmo,
Para morrer num segundo!

Um polegar, um indicador,
Um toque foi o bastante.
Partiu o inseto. Partiu-se!

Não zoa mais num eco ausente,
Não desce, nem curvas ele faz,
Aterrissou. Não! O papel manchou.

Uma minúscula mancha é o que restou.
Lá vem outro zoando, descendo, aterrissando
Sem silêncio, sem curvas no voo...

Um polegar, um indicador,
Um outro toque será o bastante.
Partirá o inseto num segundo.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

P A L A B R A S


As palavras são poderosas!
Ditas, suprimidas,
em silêncio ou num grito.
Escritas, rascunhadas,
lidas ou sussurradas.

palavra=word=palabra
palabra=palavra=word
word=palabra=palavra
palavra=palabra=word

palavraswordspalabraswords
palabraswordspalavraswords
palavraswordspalabraswords

palavras = words
word = palavra
sword = espada

espada fere e fere e fere...