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" Viva a Poesia! "
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domingo, 31 de maio de 2020

Desgoverno

Colocaram um louco na direção,
O hospício está mais insano.
Puseram um maluco no volante,
Provocou grave acidente o tirano.

Deram a um delinquente a batuta,
A orquestra está totalmente perdida.
Encaixaram um pústula na pústula,
O germe se alastrou pela ferida.

Um louco sem direção.
Um maluco desgovernado.
Um delinquente sem reação.
O ódio já alastrado.

                   
                   


quinta-feira, 30 de abril de 2020

Lástima


Como adiantasse alguma coisa
– a lágrima
Como se fosse o alívio 
– o pranto
Como redimisse o erro
– o choro
Como retratasse o engano
– a queixa 
Como revogasse o equívoco 
– o lamento. 

                    
                    

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Acalma



Por que insiste tanto em me penetrar
     a mente,
     o peito,
     a alma?
Por que insiste tanto em me furtar
     o consciente,
     o preceito,
     a calma?

                    

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Atraso "imediato"


       

Quando a colisão acontece
ele já está esmagado.
Quando o pesadelo insiste
ele está sonolento.
Quando a enchente invade
ele já está afogado.

Quando o deslizamento vem
ele já está soterrado.
Quando a seca castiga
ele está sedento.
Quando o raio cai
ele já está eletrocutado.

Quando o castigo chega
ele já está condenado.
Quando a consequência incomoda
ele é o lamento.
Quando o extermínio vem
ele já está desolado.

Quando a injustiça aparece
ele já é o culpado.
Quando a corrosão surge
ele está em detrimento.
Quando o carrasco enternece
ele já está sentenciado.

                    (Majal-San)
                    16 04 2020

domingo, 8 de março de 2020

Prólogo



Vem volta
Vai vira
Tem toma
Traz tira

Finge foge
Fere fura
Dói diga
Denso dura.


domingo, 6 de outubro de 2019

Solitário


Natural (é de ninguém)

Minha Poesia não veste
Chanel, Dior nem Armani...
Embrulha-se em molambos,
trapos e farrapos quando
eu falo o que sinto.

Minha Poesia não usa
Louis Vuitton, Gucci nem Prada...
Explicita-se em berros,
gritos e silêncio quando
mostra o sucinto.

Minha Poesia não é camuflada
em rebuscamento, em requinte...
Minha Poesia é tua, é nossa,
não é de ninguém.
Ela é espontânea, é momento, é real.

(Majal-San)
02  10  2019

Meu palco – tua mente



Não fora por isso que pulei fora

Não me conheces como pessoa
Posso ser o alvo para essa seta
Sabes que nem toda ave voa
Mas me conheces como poeta

Podem quebrar a minha asa
Porém infinito é o meu voo
Podem me jogar na árdua brasa
Mas a verdade em verso eu entoo

Não me conheces como humano
De um ponto a outro eu sou a reta
Não interessa a face atrás do pano
Pois a máscara cairá à hora certa

Podem tentar castrar os meus sonhos
Porém bom palhaço eu sempre serei
Farei outras vezes os meus risonhos
Pois nesse palco eu sempre estarei

Pulei fora não fora por isso.

(Majal-San)
01  06  2016



segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Quando me ouvias




Caminhos longos,
maluquice instável.
Ventos constantes,
paixões efêmeras.
Sol ardente,
noites frias.
Verbos moderados,
ações extremas.
Tudo fazia sentido
quando me ouvias.

    Olhares perdidos
    em ações inúteis.
    Toques imperfeitos
    em retoques – refeitos.
    Beijos ausentes
    em poesias frias.
    Versos improvisados
    para grandes cenas.
    Tudo fazia sentido
    quando me ouvias.

(Majal-San)

terça-feira, 9 de julho de 2019

Resultante


Palavras:
  -indagações
  -acusações

  Audição
Surdez
gritos
ecos – eco

  Dor:
“opressões”
“sufocações”
“frustrações”.

(Majal-San)
01.07.2004

terça-feira, 21 de maio de 2019

Noite Insana


        

Já passa da meia o pé
Uma púmblea tempestade aponta
Gaivotas transportam neurônios
O coma na cama é puro deleite
Da meia noite em diante
O pé já é chumbo de água
A gaivota saiu do coma lavada
Neurônios aos berros gritam!
Acorda, poeta aloucado!

                   Pedro Costa Pereira (Pedro Poeta)

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Emparelhadas









       

Já cruzei tanto sem resultado,
Agora emparelho todo interpolado.

Meus pouquíssimos neurônios misturei,
Agora todo enrolado os versos terminei.

                                    

terça-feira, 26 de março de 2019

Síntese








Queria tanto ouvir o meu nome
E não ser esse inominado ser.


Queria tanto ser visto por ti
E não ser de apreço desprovido.

            (Majal-San)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Vida-morte


   

A vida é uma paisagem
Vista pela janela de um cometa
Em alta velocidade,
Passa tão rápido quanto
Os segundos de prazer
Num repentino orgasmo.

A morte não sei definir...
Não ouso definir,
Acontecerá com todos.
Quem sabe uma punição?
Acho que não!
Quem sabe um descanso?
Não sei!

       

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Prólogo

   

Vem volta
Vai vira
Tem toma
Traz tira

Finge foge
Fere fura
Dói diga
Denso dura.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Esses sentimentos

   

Vêm... Vão...
Às vezes sólidos, às vezes vãos...
Às vezes ficam, às vezes vão.  
Talvez voltem, ou talvez não.