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" Viva a Poesia! "
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quarta-feira, 22 de março de 2023

Desconforme

 

É barato o teu regresso,

Porém, uns dizem que foi caro,

Nesse instante que é bem claro,

Voltas ao pó – ao inverso.

 

No teu retorno controverso,

Entre erros sem reparo,

Nesse momento tão raro,

Dúvidas do natural do universo.

 

Com o teu “barato” disperso,

Debandado cão sem faro,

Nesse mundo o desamparo

É que te joga ao adverso.

 

                    (Majal-San)

                    


domingo, 31 de maio de 2020

Desgoverno

Colocaram um louco na direção,
O hospício está mais insano.
Puseram um maluco no volante,
Provocou grave acidente o tirano.

Deram a um delinquente a batuta,
A orquestra está totalmente perdida.
Encaixaram um pústula na pústula,
O germe se alastrou pela ferida.

Um louco sem direção.
Um maluco desgovernado.
Um delinquente sem reação.
O ódio já alastrado.

                   
                   


terça-feira, 29 de outubro de 2019

Nódoa cruel


Nódoa cruel



Óleo preto
Petróleo
Preto óleo
Poluição

Surge a sujeira sujeitando
indivíduos limpos ou sujos
a reféns do tal descaso

         Preto óleo
         Poluição
         Óleo preto
         Petróleo

Agoniza a Natureza indefesa
nesse golpe irresponsável tão fatal
aos reféns da impureza

         Petróleo
         Óleo preto
         Poluição
         Preto óleo.

                         

sábado, 6 de abril de 2019

Poetas (Asas da Imaginação)




Atam
vossas
mãos
mas
possuís
asas.

Vetam
vossos
passos
mas
possuís
asas.

Obstam
vossos
atos
mas
tendes
imaginação.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

No seu aro


E a Besta chegou...
Vem com Ela a chibata,
a seta, o arpão, a lança...
Tu trazes o lombo,
o alvo, a presa – bem mansa.

E a Fera chegou...
Vem com Ela a arrogância,
a intolerância, a condenação...
Tu trazes a subserviência,
arrependimento tardio – em vão.

A Besta-fera chegou!
Trouxe o ferrão, a estaca,
suas garras, seu faro...
Tu já estás à espera,
despreparado, com teu aro.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

“Não temos muito o que conversar”




As esquinas não se fazem sós,
A Lua não brilha por si.
A brisa não refresca por nós,
A nota que desafina em Mi.

As curvas não se entortam alheias,
A ventania atordoa o pó.
Teus olhos não se retraem – anseias
A nota que desafina em Dó.

As vozes não se calam à toa,
A Poesia permanece de pé.
Teu sussurro deveras entoa
Uma nota que desafina em Ré.