Majal-San (post.)

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" Viva a Poesia! "

sexta-feira, 23 de março de 2012

Entre A Noite E A Madrugada Saio Eu



Meus olhos ao relógio
Relógio à distância de mim
De mim levaste meus olhos
Dos olhos não lavaste as lágrimas
Os ponteiros tão distantes da noite
A noite tão distante de ti
De ti trago lembranças remotas
E remonto minhas peças
E rejunto meus caquinhos
Não refaço meu restinho.



sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

RUBRIFLORO

A saída à esquerda esqueci.
À direita, meus direitos derreti.
A flor vermelha “rubrificou” meus olhos,
O meu olhar avermelhou tua face,
A vergonha envelheceu e caducou nos atos,
Essa vergonha morreu e ressurgiu o fato...
Fato...
Na espreita, à esquerda, na saída.
A direita os meus direitos derreteu.
A flor encarnada na carne murchou.
A tua face os meus olhos cegou.
E a vergonha caduca esquecida...
E a vergonha morta ressurgida...
...é fato.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Soneteando

Eu sou o teu trovador,
Com sensação de plenitude
Garbosamente falo de amor,
A relíquia é essa atitude.

Suntuosamente a poesia é acesa,
Declaro o que sinto sem temor.
Sem dúvidas tu és minha princesa,
E eu teu simples trovador.

Úmida, beijo-te como beija uma rosa,
Como a rainha das flores te considero;
Sem pretexto és minha jóia preciosa.

Como o meu prêmio tão cobiçado
Ansioso e inspirado eu te espero,
Para feliz permanecer ao teu lado.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

LOGO ALI

Na próxima curva
vou derrapar
No próximo encontro
vou discordar

O próximo suco
vou estragar
A graviola
não vou degustar

A curva vai fechar
O encontro cancelar
O suco derramar
A graviola... a graviola...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

INSÔNIA

Quando os olhos já não estão presentes...

Não vêem,
Não lacrimejam,
Não se avermelham,
Não...

Não inspiram,
Não vêem meus poemas,
Não molham meu papel,
Não...

Quando os olhos já não estão presentes
Eu posso fechar os meus.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Alegnasor asor

Realmente eu estava cego!
O óbvio passeava
Sobriamente à minha frente.
As palavras desapareceram,
Não conseguíamos perceber
Grandes atrações de imediato.
Então, nada melhor que o tempo,
Lá se foi o tempo...
Agora percebo que estou apaixonado.

Reencontrei teu silêncio...
O meu vozeirão comenta poesia.
Simples e naturalmente
A tua declamação me emociona.

                            (Majal-San)
                            25  04  1991

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Imprevisão... é do que preciso

Aqui quase tudo acontece...
A porca torce o rabo,
Alguns dão nó em pingos d’água,
Aqui chove canivetes,
Alguém me espera onde o vento faz a curva...

Hoje eu não vou!
Nada aconteceu...

Hoje eu não vou!
Não tem toucinho...

Hoje eu não vou!
Não há nuvens carregadas...

Hoje eu ficarei aqui!
Não há, nem haverá esquinas.

QUEBRA-SE O SILÊNCIO


Veio hoje cortante uma avassaladora lembrança,
Pela casa vazia e sombria estendeu-se o eco...
Um eco tristonho de súbitos e constantes soluços.


domingo, 22 de janeiro de 2012

Amnésia



Antes da forca
   lembro de ti
Antes do projétil
   penso em ti
Antes da guilhotina
   eu te vejo em meus sonhos
Antes da injeção letal
   eu te sinto em meus pesadelos
Antes do salto do décimo quarto andar
   lembro teu cheiro – a flor
Antes do coma alcoólico
   lembro tua temperatura
   − mãos, pele, língua, seio, genitália...
Antes da cabeça nos trilhos
   eu te vejo em meus velhos poemas
Antes do veneno no palato
   eu te sinto em minhas ausentes rimas

Antes do assento eletrificado
Antes da sentença
Antes da execução
Antes, muito antes, eu te esqueço
   e sobrevivo.

 

sábado, 21 de janeiro de 2012

Distância Próxima

Minha mente - o inferno,
Tua lembrança - a chama,
Teu cheiro o tesão eterno,
Minhas vestes brancas na lama.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

CÍRCULOS


Ar, vida, pulmão,
Amor, lida, paixão,
Par, vida, coração,
Lar, ferida, tesão,
Mar, vida, ação,
Ardor, ida, lição.


sábado, 7 de janeiro de 2012

Turbilhão



Lá fora a lâmpada tenta iluminar,
Acende, acende-se e se apaga.
Aqui dentro essa chama teima em queimar,
Ascende, ascende-se e se alarga.

E de repente um turbilhão
   que não quebra a lâmpada,
   que não apaga a chama,
   que não molha meus pobres versos,
   que não derruba nem estreita
   o que tanto queima e prolonga...



sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Compotas pra ti - tubos de ensaio pra mim

Com portas abertas o meu coração te aguarda.
Ele comporta teus atos e minha inércia,
tua ira e minha mansidão.
Então te comporta e vem!
Abrem-se todas as comportas
e insinuantes lágrimas inundam um ser.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

MEGERA

Estavas em meu pesadelo!
Esbravejando sórdida e rudemente,
Rugindo feito animal selvagem,
Leoa enlouquecida no cio,
Por que estavas em meu pesadelo?

Bruta serpente peçonhenta,
Carcará impiedoso e traiçoeiro,
Porco-espinho querendo me abraçar,
Convidando-me ao caldeirão escaldante
Eras a bruxa do meu pesadelo!

                            

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

"Funemando"

A professora diz:
“Rumance;
Puema;
Pueta;
Puesia.”

Qualquer dia desses, “forioso”,
“Mando ela” tomar no “có”!