Majal-San (post.)

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" Viva a Poesia! "

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Aguardo com semblante aguado




Tais bruscos gestos
Tais olhares disfarçados
Tais tortos versos
Tais leituras loucas
Tais errôneas interpretações

         Tais gestos notórios
         Tais inócuos olhares
         Tais versos impotentes
         Tais desejadas leituras
         Tais interpretações exatas

Mas, onde estás?
Traz! ...teus olhos,
Tua voz, boca, sorriso...
Traz!













segunda-feira, 23 de abril de 2018

Né?!


 
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eterno.


To girl next to me



Your touch on my skin
Suddenly drove me crazy
My breath is gone


I don’t know your name
I didn’t hear your voice
But your smell will go on


Say me your name
You’ll be on my mind
Say me your name
My eyes will be in your eyes


Your song in my ears
Suddenly made me happy
Then my voice disappeared


I don’t know where you live
Where did you go?
Where is your voice now?


I do not know who you are
What do you think now?
What will you do tomorrow?


I know that I won’t forget you
I know that I won’t see you
I know that you’ll be here


You’ll be here on my mind.





sexta-feira, 20 de abril de 2018

Desnudo




Revela-se a face
Retira-se o véu
Surgiram as presas
Da tal cascavel

   Escolhe-se o alvo
   Injeta a peçonha
   A tua palavra
   Talvez a vergonha.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

O nome


Majal-saneei meu fim de tarde,
         “desfolhei” meu anoitecer...

Majal-saneei a tal barata viciada,
         tentou ingerir a cevada sana...

Majal-saneei as folhas perfuradas,
         buracos vindos da erva, do resto...

Majal-saneei o inseto e o gesto,
         gesto indigesto num abandonado copo...

O nome não seria nome...

E esse ser, apenas ser, ser apenas pseudo.

De repente


Uma caneta aí por favor
Uma caneta pros meus versos
Uma caneta pra esse horror
Uma caneta é o que peço

Um favor pra tal caneta
Alguns versos para essa caneta
Um horror se esconde da caneta
Eu peço urgentemente a caneta

Uma caneta para o escarro no papel
Uma caneta para fingir o céu
Uma caneta para tirar-me do léu

Uma caneta – amarga – o fel.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Planeta Mulher

Um deserto é o teu coração, Quem dera ser eu um viajante Eterno e satisfeito entre outros Nesse árido, mas afável terreno. Um universo é a tua mente, A qual desprende idéias inebriantes Narcotizando meus moderados palpites Perdidos num espaço sereno. Um oásis encontro no teu coração, Sou esse eterno viajante, Solitário, mas satisfeito; Errante nesse flexível terreno. Um novo planeta é explorado, Tu és o décimo planeta (distinto), Feito Marte, também tens duas luas, E essas luas com luz própria, − Os teus olhos castanhos.



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domingo, 8 de outubro de 2017

Atávico



Na carne não mais somos gente,
Sequer esse ser humano nojento e mundano.
No sangue não somos sangue,
Sequer esse resíduo podre e fétido
De uma sociedade falida moral e civicamente.
Na alma não somos alma,
Sequer esse espectro doido e perdido.
No ato não somos ato. Somos nada!
Sequer um olhar, análise ou repúdio.
Na carne, no sangue, na alma apodrecemos.

Agir? Nem pensar!

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

A Poesia II



Há quanto tempo não pisas minha mente
Nunca mais perfuraste minha pele
Há quanto tempo não invades meus rabiscos
Nunca mais esmagaste meus olhos
Há quanto tempo não bagunças meus sentimentos
Nunca mais dilaceraste meu coração
Há quanto tempo não ocupas minhas madrugadas
Nunca mais me apareceste para ser destruída
                                       / minha antiquada visão
Cego estou...
Nunca mais penetraste minh’alma.

sábado, 22 de outubro de 2016

Cinquenta




Meio século
Meio incerto
Meio torto
Meio reto
Meio tonto
Meio esperto
Meio ausente

Meio tenso
Meio quieto
Meio penso
Meio ereto
Meio sonso
Meio feto
Meio ausente

Meio ido
Meio vindo
Meio solto
Meio falso
Meio réplica
Meio inédito
Todo ausente.






terça-feira, 14 de junho de 2016

Meu palco - tua mente



Não fora por isso que pulei fora

Não me conheces como pessoa
Posso ser o alvo para essa seta
Sabes que nem toda ave voa
Mas me conheces como poeta

Podem quebrar a minha asa
Porém infinito é o meu voo
Podem me jogar na árdua brasa
Mas a verdade em verso eu entoo

Não me conheces como humano
De um ponto a outro eu sou a reta
Não interessa a face atrás do pano
Pois a máscara cairá à hora certa

Podem tentar castrar os meus sonhos
Porém bom palhaço eu sempre serei
Farei outras vezes os meus risonhos
Pois nesse palco eu sempre estarei

Pulei fora não fora por isso.

                   

segunda-feira, 28 de março de 2016

Tudo é mutável


Tudo passa!
Virão novos instantes.
Passa o tempo;
Bons tempos;
Maravilhosos momentos.

Tudo passa!
O sol desaparecerá;
Virá a chuva
Arrastando o bom, o ruim;
Outro tempo nascerá.

Tudo passa!
Cai no esquecimento.
Amnésia total.
Tenebrosos tempos;
Momentos de angústias.

Tudo passa!
A poesia, o poeta;
Bons momentos;
As dificuldades;
Tudo mutável.

Tudo passa!
Mas o amor que sinto por ti
Permanecerá.

                   

domingo, 27 de março de 2016

Impressões


Quero a tua presença em meu sonho
Quero as tuas digitais em minha pele
Ao teu dispor eu me ponho
Antes que a loucura se revele

Eu quero o teu grito tão oculto
Que aos meus ouvidos permaneça
E que esse louco seja o vulto
Que habitará a tua cabeça

Sei que estarei em teu sonho
Mesmo antes que o ato se rebele
Minhas digitais eu te proponho
Na suavidade de tua pele.


domingo, 20 de março de 2016

Quando Conta Minas



Olhas o todo em tudo
Não vês nada
O enigma explicita-se
nos teus olhos inertes

Ouves quase tudo
Não escutas nada
O silêncio aborrece
no teu pensamento barulhento

Tocas quase tudo
Não sentes nada
Degustas quase tudo
Não sentes nada
Cheiras quase tudo
Não sentes nada

Quando perto de ti
Sinto quase nada
Quando te vejo
Sinto quase nada
Quando te ouço
Sinto quase nada

Quando tento te esquecer
Trago tudo à memória.